segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vice-Presidente compõe corpo de jurados do I Concurso de Piadas da Rádio Pop Show


Na noite de 18 de dezembro os locutores do Programa Show de filo da Rádio Pop Show 89.1 FM (Tóni Sgherlo, Bépi Scúria e Jhonin Pescador), inspirados no I Concurso Storie dei Filo realizado pela comunidade do Travessão Alfredo Chaves na Noite Cultural em Nova Veneza, realizada em 21 de novembro, promoveram o I Concurso de Piadas. O evento realizou-se na Associação dos Motoristas de Flores da Cunha e dos nove participantes classificaram-se:
1º lugar: Alex Eberle: Vedemos se bom. (troféu)
2º lugar: Dirceu Pagno: Una bengala per il vesco. (troféu)
3º lugar: Gilmar Moterle: Ciacha questa compare. (caixa de vinhos da Cantina Veneza de Nelson Mioranza).
Fizeram parte do corpo de jurados:
Firminino Cavalli - Empresário;
Gissely Lovatto Vailatti - Historiadora, Vice-Presidente da AAMAHPR;
Élio Dal Bó - Bancário;
Giovana Gelain Marin - Professora;
Roberto Ricardo dos Reis (Gauchinho) - Locutor.
Todos os jurados foram agraciados com vinhos da Sociedade de Bebidas Mioranza.
O vencedor do concurso, que desta vez apresentou a história Vedemo se le bom, também foi o vencedor do I Concurso Storie dei Filo realizado no Trav. Alfredo Chaves.Paralelo a contação de piadas, apresentaram-se gaiteiros, violeiros e trovadores, entre eles o gaiteiro Mateus Gazzi, que também se apresentou no I Concurso Storie dei Filo.Dos apresentadores e idealizadores, Jhoanin Pescador (Valentin Coloda), também participou do I Concruso Sotorie dei Filo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

AAMAHPR realiza filó de confraternização com palestra sobre “A importância da preservação da história das comunidade” proferida por Plínio Mioranza.


Na noite de 04 de dezembro de 2009, a Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi realizou um filó de confraternização para encerramento das atividades do corrente ano. Na ocasião, associados e simpatizantes tiveram a oportunidade de ouvir por cerca de duas horas, uma brilhante palestra sobre a “A importância da preservação da história das comunidades”, proferida pelo empresário e conferencista internacional Plínio Mioranza.

Após a palestra a diretoria da AAMAHPR entregou aos presentes um botão da entidade, prestou contas e promoveu a eleição da diretoria para a gestão 2010, que ficou assim constituída:

Presidente: Camila Pauletti Vice Presidente: Carla Saretta Secretário: Elói Triaca Tesoureira: Lydia Silvestri. Conselho Fiscal Titulares: Gissely Lovatto Vailatti, Graziela Mazzarotto e Luiza Dani Chinato. Suplentes: Danúbia Otobelli, Adriana Bulla e Fátima Caldart Galiotto.

Ao findar os trabalhos, todos saborearam deliciosos pratos oferecidos pela Vinícola Salvador, regados a bom vinho, boa música e boa companhia!

O evento foi organizado pela diretoria e conselho fiscal da gestão 2009:Presidente: Graziela Mazzarotto Vice Presidente: Gissely Lovatto Vailatti Secretária: Danúbia Otobelli Tesoureira: Lydia Silvestri Conselho Fiscal Titulares: Antoninho Conz, Fátima Caldart Galiotto e Luiza Dani Chinato. Suplentes: Ana Dal Bó Coloda, Camila Pauletti e Elena Venturini Mioranza.





Em alto estilo!!! A AAMAHPR está cada vez melhor!!! Obrigada a todos pela presença!!!



Graziela Mazzarotto (Presidente) e Gissely Lovatto Vailatti (Vice-Presidente)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

AAMAHPR se faz presente na Noite Cultural em Nova Veneza


Na noite do dia 21 de novembro, aconteceu na comunidade de Nova Veneza - Travessão Alfredo Chaves, no município de Flores da Cunha/RS, uma NOITE CULTURAL com o I Concurso Storie dei filó. O evento contou com apresentção de diversas histórias pitorescas, como no tempo dos antigos filós, sendo acompanhadas por alegres apresentações de gaita.
O corpo de jurados foi composto por: Claudete Gaio Conte, Danúbia Otobelli, Flávio Luiz Ferrarini, Floriano Molon e Silvino Bisinella.
Além do concurso que alcançou pleno êxito, aconteceu a apresentação de uma peça teatral organizada pelos jovens dos Travessões Martins e Alfredo Chaves e a apresentação humorística de Miguel Angelo Pires e seus personagens.
O evento foi oganizado pelos professores da comunidade do Travessão Alfredo Chaves, sob a coordenação da professora e pesquisadora Gissely Lovatto Vailatti e apresentação cerimonial da professora Fátima Caldart Galiotto.
Diversos associados presigiaram o evento, a todos nosso muito obrigada!
E nossos especiais cumprimentos à comunidade pela brilhante iniciativa!

Mais algumas fotos da exposição sobre as Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha





sexta-feira, 23 de outubro de 2009

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA : Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha



























O Museu Municipal Pedro Rossi, sedia a partir de 04 de novembro, a exposição temporária “Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha”. O assunto é destaque, em função da celebração dos 80 anos de renascimento do cooperativismo na região, sendo que em novembro de 1929, nasceria a 1ª cooperativa em Nova Trento, que foi a Cooperativa Vinícola Otávio Rocha. A exposição conta com fotos ampliadas, documentos e é realizada junto ao grande acervo do Museu Pedro Rossi, no centro da cidade. A exposição também é fruto de pesquisas e motivações para a elaboração do livro “Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha” do historiador Floriano Molon. O livro, que também terá sessão de autógrafo, na noite de 04 de novembro, narra os problemas enfrentados pelos produtores de uva e vinho no final do século XIX, a vinda do advogado italiano José Stefano Paterno em 1911, que incentiva o surgimento do cooperativismo na região, bem como, o trágico desaparecimento de praticamente todas as cooperativas. O ressurgimento dessas idéias por volta de 1929, influenciadas pela quebra da Bolsa de Nova Iorque, motivou a fundação das primeiras cooperativas: Forqueta/Caxias do Sul, Emboaba/Nova Milano, São Vitor/Caxias do Sul e Otávio Rocha (30/11/1929 – Nova Trento) e dezenas de outras a partir de 1930. Na mesma década de 1930, com o apoio do Governador do Estado General Flores da Cunha e do Prefeito Heitor Curra, o cooperativismo recebe novo incentivo, mas não tendo linha férrea e nem sistema eficiente de comunicação, em 1938, cinco cooperativas florenses: Otávio Rocha, 03 de Outubro da Linha 60, São João do Trav. Alfredo Chaves, Santo Antônio de Nova Pádua e Trentina de Flores da Cunha se unem em consórcio e instalam a nova sede em Caxias do Sul. Desta fusão surge a nova Cooperativa Santo Antônio, que monta a sua sede em Caxias, à margem da malha ferroviária. A única Cooperativa da terra, que não se incorporou foi a São Pedro, localizada no Bairro São Cristóvão.Um novo capítulo poderia ser escrito neste ano, quando cinco cooperativas da região se uniram, inclusive as duas florenses Santo Antônio e São Pedro, para formar uma nova e forte Cooperativa.O livro “Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha” para a sua publicação contou com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Flores da Cunha, e pode ser adquirido nos Museus de Flores da Cunha e Otávio Rocha, pelo valor de R$5,00 ou via solicitação ao autor pelo fmolon@cpovo.net. A exposição conta com o apoio da Prefeitura Municipal, Secretaria da Educação, Cultura e Desporto, Museu e Arquivo Histórico, Associações dos Amigos do Museu e Arquivo Histórico Municipal e de Otávio Rocha.


Agradecimentos especiais a diretoria: Graziela Mazzarotto (fotografias), Gissely Lovatto Vailatti (filmagem), Danúbia Otobelli (Cobertura para o Jornal O Florense), Lydia Silvestri (Coral Nova Trento) e demais associados. Mais uma vez, um grande sucesso!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

I CONCURSO "STORIE DEI FILO"


A Comissão Organizadora dos festejos de 125 anos de colonização de Nova Veneza - Travessão Alfredo Chaves promove uma noite cultural, com a finalidade de reviver os filos de antigamente. O evento será realizado no dia 21 de novembro de 2009, a partir das 20 horas, no salão comunitário do Travessão Alfredo Chaves. Na ocasião acontecerá a apresentação da peça teatral: Noantri sti anni, organizada pelos jovens da localidade e o I concurso “Storie dei filo”, além de inúmeras outras atividades, comes e bebes.
O concurso faz parte das comemorações do aniversário de fundação do Travessão Alfredo Chaves e visa divulgar o cotidiano cultural da localidade através da contação de histórias pitorescas, que rememorem os primórdios da colonização. Além disso, o concurso pretende disseminar entre a comunidade e os visitantes, de forma alegre e divertida, fatos marcantes da história, que se relacionam com o processo de crescimento e transformação dessa comunidade.
Poderão participar todos os interessados, exceto membros da comissão organizadora ou julgadora do evento. A participação deve ser por duplas, composta por um contador de histórias acompanhado de um gaiteiro, que deverá fazer a alegoria musical, sendo que o instrumento musical utilizado deverá ser obrigatoriamente a gaita de fole. Um mesmo gaiteiro poderá participar acompanhando mais de um contador de histórias, para fazer a alegoria musical. O tema da história e da música é livre, mas deverá preferencialmente relacionar-se com a comunidade do Travessão Alfredo Chaves.
Os critérios de participação e julgamento completos estão disponíveis através do regulamento do I Concurso Storie dei filo, no Blog: http://travalfredochaves-125anos.blogspot.com/, ou com a Comissão Organizadora da Noite Cultural em Nova Veneza, composta pelos professores da comunidade: Benedeto Ferrarini, Gilson Tiago Deboni, Helena Reginato e Jaime Viapiana, com o apoio das professoras: Gissely Lovatto Vailatti e Fátima Caldart Galiotto.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o dia 18 de novembro, pelo telefone 54 3297 5212 com Helena, ou 3297 5091 com Gilson, informando: Nome completo, idade, endereço e telefone para contato de cada um dos participantes da dupla (contador da história e gaiteiro que fará o acompanhamento musical).
A premiação será exclusivamente através de troféus de 1º, 2º e 3º lugar para cada um dos participantes de cada uma das duplas inscritas e classificadas com as melhores apresentações.

sábado, 3 de outubro de 2009

O TRAV. ALFREDO CHAVES ESTÁ REGISTRANDO SUA HISTÓRIA

A comunidade do Travessão Alfredo Chaves, no município de Flores da Cunha/RS, em parceria com a Prefeitura de Flores da Cunha, através de um projeto de pesquisa denominado: Resgate Histórico das Comunidades, realizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, com a orientação da Universidade de Caxias do Sul, está realizando uma pesquisa histórica sobre os 125 anos de colonização do Travessão Alfredo Chaves.
Inúmeras iniciativas fazem parte deste projeto, dentre elas, o levantamento de informações contidas em documentos, fotografias e publicações impressas, além da coleta de depoimentos com todas as pessoas idosas da comunidade, bem como, com aquelas que de uma forma ou de outra resguardam significativo conhecimento dessa história. A intenção é, além de fomentar a pesquisa, resguardar para a posteridade relatos daqueles que fizeram a história e o progresso local.
Além do levantamento de informações escritas e orais, estão sendo distribuídos às famílias pioneiras na colonização do lugar e àquelas que se estabeleceram até a década de 1950 e lá permanecem morando, questionários referentes a sua história, tanto no que se refere a questão genealógica quanto ao que se refere as características culturais, sociais e econômicas.
Os membros da equipe de pesquisa histórica salientam, que todas as demais famílias residentes no Travessão Alfredo Chaves atualmente também serão citadas e devidamente contextualizadas no estudo, a fim de traçar um perfil do passado ao presente, o mais completo possível.
Devido a grande preocupação com o registro dessas informações, os profissionais envolvidos na pesquisa, solicitam a todos os que possuem algum tipo de ligação com a história da comunidade, para que entrem em contato através do e-mail: trav.alfredochaves@gmail.com ou pelo fone 3292 5901 com Gissely Lovatto Vailatti. Todo tipo de contribuição é bem-vinda, tanto com depoimentos, quanto com documentos e fotografias.Fazem parte da equipe de pesquisa histórica: Benedeto Ferrarini, Gilson Tiago Deboni, Helena Reginato, Jaime Viapiana e Plínio Mioranza. Gissely Lovatto Vailatti, pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto de Flores da Cunha e Luíza Horn Iotti, pela Universidade de Caxias do Sul.

sábado, 15 de agosto de 2009

E O CASARÃO DOS VERONESE...


... um dos imóveis mais expressivos do nosso município, tombado pelo IPHAE em 27/11/1986, erguido com os braços fortes e as cabeças empreendedoras dos nossos imigrantes, vai se esvaindo nas mãos do tempo...
Não podemos deixar de considerar as inúmeras iniciativas de muitas pessoas que acreditam no valor histórico e cultural de sua existência e que muito fizeram pela sua restauração, mas ainda não foi suficiente. Sabemos que são as pequenas ações individuais e coletivas que transformam o mundo, por isso, depois de tanto empenho, é hora do casarão receber as verbas necesárias para que não se torne uma ruína.
Fica nosso apelo, para que se faça algo de concreto e se torne aquele significativo imóvel num centro cultural. Um lugar onde a memória da imigração, as nossas raízes históricas, possam ser mantidas vivas e lembradas para as futuras gerações e para nós mesmos. Precisamos de referências identitárias, porque infelizmente, pouco a pouco, sofrendo inúmeros processos de aculturação, estamos esquecendo de muitas coisas que fundamentaram nossos saberes e nossos fazeres, valores que nos fizeram quem somos.
BREVE HISTÓRICO DO CASARÃO
A partir de 1875, com a grande imigração italiana para o Brasil, milhares de italianos aportaram no Brasil. Felice Veronese, natural de Monte Magre, Itália, se estabeleceu em 1882, no Travessão Marcolino Moura, 10ª Légua da Colônia Caxias. Felice além da liderança na região, foi grande produtor de uvas, vinhos, graspa e cachaça, e construiu a partir de 1895, uma casa de pedra, estilo da Idade Média, para servir de residência a sua família. Agrupou no mesmo imóvel, uma pequena vinícola e na parte externa, a exemplo das tradições italianas, uma estrebaria. Foi considerado como um dos mais significativos exemplares arquitetônicos na área da imigração italiana no Rio Grande do Sul, razão pela qual foi tombado no ano de 1986.
Em concordância a esse expressivo padrão, o arquiteto e escritor, Júlio Posenato declarou: “Penso que não se pode perder este casarão por vários fatores: tamanho, qualidade construtiva, estrutura do telhado, cozinha incorporada no prédio residencial e beleza, inclusive ornamentação em tijolos nas cimalhas, arco e chaminé.”
Além de toda a importância arquitetônica e cultural, destaca-se também pela importância econômica. Foi nessa casa que se criou a primeira pólvora da região e fábrica de foguetes e ainda se deu início aos primeiros passos para a indústria química. Com o crescimento dos filhos, a família transferiu residência para Caxias do Sul, tendo sido o imóvel, posteriormente de propriedade de Libânio Scur e Sétimo Galiotto.


Iniciativas e tratativas de tombamento e restauração:


1974-1975 – São publicadas as primeiras matérias sobre o Casarão, quando o Rio Grande do Sul começava a preparar as comemorações para o Centenário da Colonização Italiana no estado. Naquela época, o Casarão ainda se apresentava em ótimas condições estruturais, conforme as fotos publicadas pelos jornais O Vindimeiro e Pioneiro.
1980 - Iniciam as tratativas para o tombamento do imóvel. Foram feitos os levantamentos históricos, fotográficos, plantas arquitetônicas, via diversas Universidades, como a UNISINOS, UFRGS e UCS, além de trabalhos acadêmicos.
29/07/1986 – A Associação dos Amigos de Otávio Rocha solicita o tombamento do Casarão, através de ofício encaminhado pelo Município.
27/11/1986 – O casarão é tombado pelo IPHAE do Rio Grande do Sul, pela Portaria nº 44/1986. Foi o primeiro bem tombado pelo Estado na Região Colonial Italiana.
03 a 11 - 1988 - A arquiteta Sandra Barella participou do VI Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos na Bahia e trabalha sobre o projeto do Casarão dos Veronese. (Convênio FNPM/SPHAN/UFBA)
O Casarão já começava a apresentar problemas estruturais na cobertura, em função de um raio e infiltração de água.
21/07/1989 -A Universidade de Caxias do Sul em solenidade, entrega oficialmente, na Reitoria, o projeto de Restauração ao Município de Flores da Cunha.
23/07/1989 – Durante a Festa da Colônia de Otávio Rocha realiza-se solenidade de início das obras de restauração. Vieram recursos liberados pelo Governo Pedro Simon, mas como era época de grande inflação, apenas serviram para retirar o telhado, escoramento e a restauração foi abandonada.
No Governo Alceu Collares, houve uma ordem para o Município e o Estado providenciarem um telhado provisório para preservar a construção que estava no relento. A ação foi realizada pela Secretaria da Educação – Delegacia Regional de Caxias (Delegado Regional Sr. Chemello).
24/02/1993 - O Secretário de Turismo de Flores da Cunha, Carlos Raimundo Paviani, encaminha uma correspondência ao Promotor de Flores da Cunha comunicando o deprimente estado de conservação em que se encontrava o Casarão.
Na ocasião, o Ministério Público entra com uma Ação Civil Pública e a Justiça local condena Estado e Município a realizarem a restauração do Casarão. Estes por sua vez, recorrem ao Tribunal de Justiça do Estado.
13/09/1995 - O Tribunal de Justiça do Estado acolhe sentença da Justiça de Flores da Cunha.
2000 – Parecer do relator Ministro Nelson Jobim é acolhido pelo Supremo Tribunal Federal, e é confirmada pela alta corte, a condenação ao Município e ao Estado do Rio Grande do Sul de restaurar o Casarão dos Veronese, nos mesmos moldes arquitetônicos em que se encontrava.
14/06/2000 – Prefeito Heleno Oliboni, tendo em vista decisão do Supremo Tribunal Federal - STF nomeia uma comissão para avaliação do imóvel.
28/05/2001 – O Prefeito Heleno Oliboni declara de utilidade pública, para fins de desapropriação o Casarão e parte de gleba de terra. Decreto Executivo nº 2724. A Prefeitura deposita em Juízo os valores da avaliação. Contrata o arquiteto Evaldo Luiz Schumacher, via licitação pública, para fazer o projeto de restauro.
02/04/2004 - O Prefeito Heleno Oliboni encaminha ao IPHAE o projeto elaborado pelo arquiteto Evaldo Luiz Schumacher.
06/05/2004 - Por parecer desta data, técnicos do IPHAE não aceitam as propostas apresentadas pelo arquiteto Shumacher - que propunha a preservação do mesmo como ruína, e faz uma nova proposta de restauro.
18/05/2006 . O IPHAE aprova a proposta de restauro.
30/06/2006 – O IPHAE acusa que faltam vários documentos para serem encaminhados ao sistema LIC – Lei de Incentivo a Cultura/RS, entre eles os projetos estrutural, drenagem, fundações, SPDA, PPCI, instalações elétrica, Telefonia/Lógica, hidrossanitárias.
2008 – São executados os projetos: estrutural, drenagem, fundações, SPDA, PPCI, instalações elétrica, Telefonia/Lógica e hidrossanitárias.
2009 - São elaborados, pela Associação de Amigos de Otávio Rocha junto a administração municipal do prefeito Ernani Heberle projetos para captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura, do Governo do estado do Rio grande do Sul.
Imagem: Reportagem veiculada no Jornal Correio do Povo, em 15/08/2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nosso Associado de Honra lança mais um livro!



Cooperativas Vinícolas de Flores da Cunha, mais uma obra de Floriano Molon, um dos mais expressivos pesquisadores da história do município de Flores da Cunha e da imigração italiana. Sinteticamente, o livro narra os problemas enfrentados pelos produtores de uva e vinho no final do século XIX, a vinda do advogado italiano José Stefano Paternò em 1911, que incentiva o surgimento do cooperativismo na região, bem como, o trágico esmorecimento desses ideais alguns anos depois. O ressurgimento dessas idéias por volta de 1929, influenciadas pela quebra da Bolsa de Nova Iorque o que motivou a fundação das cooperativas Forqueta/Caxias do Sul, Emboaba/Nova Milano, São Vitor/Caxias do Sul, Otávio Rocha/Nova Trento e de dezenas de outras a partir de 1930. Na mesma década de 1930, com apoio do Governador do Estado General Flores da Cunha e do Prefeito Heitor Curra, o cooperativismo recebe novo incentivo, mas não tendo linha férrea nem sistema de comunicação, em 1938, cinco cooperativas florenses: Otávio Rocha, 03 de Outubro da Linha 60, São João do Trav. Alfredo Chaves, Santo Antônio de Nova Pádua e Trentina de Flores da Cunha se unem em consórcio e instalam a nova sede em Caxias do Sul. Desta fusão surge a nova Santo Antônio, que monta sua sede à margem da malha ferroviária.
Resta-nos nossos mais sinceros cumprimentos por mais essa expressiva obra e indicação dela como uma preciosa fonte de pesquisa e legado histórico e cultural.
Os livros podem ser adquiridos pelo valor de R$ 5,00 (mais selo correio) através do e-mail: fmolon@cpovo.net ou nos Museus de Flores da Cunha e Otávio Rocha.
Abaixo uma, entre diversas cartas recebida pelo autor, fazendo considerações sobre sua pesquisa e colaboração com a preservação da história.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MUSEUS A CEU ABERTO!


“Não se conhece uma sociedade enquanto não se estuda os seus cemitérios.” (Michel Vovelle)

Entre as lembranças dos moradores, diversos causos contados e recontados, que constituem o imaginário dos alicerces da história das comunidades. Sobretudo, informações de ordem estrutural, como a alteração do espaço físico, diretamente ligado ao processo migratório e ao êxodo rural do território.
Nesses lugares de memória, foram encontrados resquícios materiais, em volta do que podemos considerar cada sepultura um “monumento ao morto”. Cruzes, epitáfios e estatuária, remetendo o lugar exato onde ocorreu o sepultamento e mais que isso, nomes, datas e lembranças que os vivos querem deixar de seus mortos - fontes materiais que conferem certa imortalidade.
Por isso os cemitérios são considerados “museus a céu aberto. Porque neles podem ser encontradas diversas fontes de pesquisa tais como:
Fonte histórica para preservação da memória familiar e coletiva;
Fonte de estudo das crenças religiosas;
Forma de expressão do gosto artístico;
Forma de expressão da ideologia política;
Forma de preservação do patrimônio histórico;
Fonte indicadora da evolução econômica e dos padrões da população local;
Fonte para conhecer a formação étnica;
Fonte para o estudo da genealogia;
Fonte reveladora da perspectiva de vida;
Fonte reveladora das posições da população local perante a morte.
Nesse sentido, as informações são obtidas através da análise de epitáfios, de fotos tumulares, das simbologias nas obras funerárias e da expressão artística dos monumentos e mausoléus. Por isso, eles preservam a história de uma comunidade e são preciosas fontes, porque é nos cemitérios que as sociedades projetam seus valores, crenças, estruturas econômicas, sociais e ideológicas.
Danúbia Otobelli dan_belly@hotmail.com
Gissely Lovatto Vailatti gissely.lovatto@hotmail.com
Imagem: Capa do livro Benedictus: Arte, história e ideologia dos cemitérios de Flores da Cunha, escrito por Danúbia e Gissely e publicado em 07/11/2009.